É sexta feira. O dia que tanto aprecio. É um principio de libertação: eu faço o que quero na hora que quero. É o desfecho das incumbências. Tempo de regalias. Merecido.
Ainda assim não consigo me desfazer de rotinas. Quando não me jogo em corridas noturnas em que cada km me consente uma cerveja, me vendo a algumas taças de shirraz.
Meu momento de nostalgia, de lembranças, de suspiros. Meu momento de contemplação. Uma brecha para os meus pensamentos intrusos, tamanha minha fragilidade.
Hoje é uma sexta fora do padrão. Aventurei-me em uma comedia romântica já que estou desfrutando da minha própria companhia, cenário raríssimo. Estava interessante, mas a algazarra da escola da frente da minha casa não esta me possibilitando dar continuidade na minha sessão cinematográfica.
É celebração de natal. As crianças ostentando vestimentas natalinas. Os pais babões. Os agregados contentes. A escola lotada. Luzinhas enfeitando um palco que cede lugar a musica que embala meus devaneios. E aqui vou eu, embalada pela emoção dessa época que é só amor. Amor pelo próximo, amor pela vida, família. amor por tudo, amor por tanto, que nem tanto tantos tem. E eu afortunada com a benção dessa existência só tenho a agradecer.
É a comemoração que toma conta. São tempos de união. Tempos de conectar, de se aproximar, apaixonar. São tempos de reflexão, de lembrar, entender, cuidar, zelar, de curar. São tempos de imaginação, de querer, desejar, sonhar e aspirar. São tempos de acreditar e confiar que a magia do natal transforma quem quer que seja, quem quer que queira.
Agora estou aqui embriagada de vinho, melodia, saudade e de vontade.

Publicado por