É difícil pensar na mãe antes de ela ser mãe.
Até parece que sempre fora uma…
Difícil buscarmos entendê-las quando na verdade foram elas quem sempre nos entenderam.
Difícil imaginarmos que tenham medos quando foram elas que sempre nos apresentaram a coragem.
Difícil imaginarmos que tenham inseguranças quando foram elas que sempre revelaram firmeza.
Difícil imaginarmos que tenham tristezas quando foram elas que sempre nos preencheram com seus sorrisos.
Difícil imaginarmos que tenham escorregadelas quando sempre nos pareceram infalíveis.
Mãe tem medo, tem insegurança, tristeza e falhas.
Um dia já fora uma menina…
Mãe tem sonho, vontade, mania, loucura, tem excesso, fúria, tino, razão e nem tanto.
Mãe tem culpa, receio, incerteza, solidão e um tantão.
Um dia já fora sozinha…
Já perambulou em noites quentes de verão, já bebeu e esqueceu, já amou e desamou.
Ela já fez farra por aí, já esbanjou jovialidade e embriagou-se com pinga barata.
Já dançou até cair e caiu. Ela já levou a pior e saiu melhor. Já se perdeu nas curvas da vida, já deu voltas em circulo e já andou em linha reta.
Ela já ficou sem rumo, sem respostas e nunca nem encontrou. Até procurou. Mas foi a vida que se encarregou.
Um dia tornou-se mãe.
E o que um dia já fora, perdura.
Nunca deixou de ser aquela menina.

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