Minha cabeça é do tamanho de uma ervilha segundo meu marido e alguns amigos que também já me chamaram atenção para este fato.
Me divirto com a possibilidade das dimensões de cabeças alheias terem um impacto diretamente no tamanho do encéfalo. Um grande cabeção seria um engenhoso? Com uma miúda cabecinha teria eu, meu intelecto prejudicado? Acredito que não a ponto de ponderar essa especulação.
Independente do tamanho da cabeça, o que é que acontece para todos nós é uma economia mental. Eu não vou me esforçar em suplicar ao sabichão google e nem se quer consumir o que ainda resta da minha eficácia que é o meu combustível para terminar esta obra, para lembrar o conceito tal qual de economia mental. Bastem-se com a minha explanação.
Devorados, absorvidos, consumidos por completos pelas informações desse mundão, nem se fossemos um ET prodígio colosso seriamos capazes de assimilar sensorialmente todos os cheiros, sons, estímulos visuais que se embaralham em nossas vidas. Por isso usamos de critério seletivo.
Sim meu caro leitor, nós também selecionamos o que vamos ou não filtrar. Evidentemente que nossa cabeça pensante vai operar esse sistema discernindo o que é ou não é substancial. Também há casos – mais comum do que a gente imagina – de seleção por conveniência.
Nós recém tínhamos nos mudado para um apartamento há uma quadra da praia, separados apenas por uma primary school. Em um primeiro momento pode até soar uma enrascada, afinal, crianças serelepes gritando o tempo todo não é uma das melhores melodias aos ouvidos. Confesso não me apaguei muito ao espalhafato. Eu gosto mesmo é de me deliciar com a vitalidade desses bambinos, tão distantes da complexidade de ser e ter, tão protegidos em um mundo faz-de-conta.
Nesse meio tempo ao contemplar o encanto da infância depois de um mês morando em minha casa que dou-me por conta que da minha sacada consigo ver um pedacinho do mar. Pedacinho do tamanho da minha cabecinha de ervilha.
É apenas uma fração d’água. Avante há um oceano inteiro. É uma questão de perspectiva. Uma esperança de que tudo é tao maior do que a gente pode ver, uma esperança de que o que enxergamos nem sempre é uma realidade.
As vezes avistamos só uma ripa d’água para navegar, quando se tem um oceano inteiro. Não é mera questão de observação. É aspirar uma vida de imensidão.

Maravilhosa!escreve lindo ❤️
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Nao tem como uma cabeça de ervilha escrever tamanha obra de arte!
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Uma cabeça de ervilha não pode escrever tamanha obra de arte! 😉 amei
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